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ALZHEIMER, DÚVIDAS E MITOS

12/07/2016 / Autor: www.residencecare.com.br


Sobre a doença em si consultamos o diretor científico da ABRAzAssociação Brasileira de Alzheimer, Dr. Rodrigo Schultz. E para as questões sobre o tratamento e cuidados, entrevistamos Luciana Giarini, diretora do Residence Care - um residencial para idosos que é referência quando falamos no tratamento do Alzheimer.

Especialista há 20 anos em neurologia, o Dr. Rodrigo esclarece que o paciente e os familiares devem ficar atentos aos primeiros sintomas, o mais comum é a perda de memória recente. A partir daí é necessário procurar um profissional no assunto para que se avalie e assim se dê o possível diagnóstico. Segundo o doutor, o diagnóstico muitas vezes é difícil: “Precisamos fazer avaliação neuropsicológica, ou até uma avaliação médica multidisciplinar, com fonoaudiólogo e psicólogo, só 10% do diagnóstico e obtido através de exames”.

O maior fator de risco para o Alzheimer é disparado a idade. Como as pessoas estão vivendo mais anos, é mais comum a incidência da doença, mas fatores ambientais também podem influenciar, como obesidade, diabetes e colesterol alto. Para reduzir os riscos, as pessoas têm de cuidar de si ao longo da vida, mantendo uma alimentação saudável, praticando atividades físicas diárias e controlando o colesterol. O nível de escolaridade também ajuda na menor progressão da doença, quanto mais estudar e desenvolver a memória melhor.

Quando do diagnóstico de Alzheimer, a preocupação da família e as dúvidas são inúmeras: qual tratamento, como será o dia a dia etc. “Os familiares muitas vezes adoecem junto com o paciente, pois o doente tem alterações de humor e os cuidados específicos que precisam ser tomados são difíceis e mudam o cotidiano”, afirma Luciana Giarini, diretora do Residence Care.

O importante nesta fase é procurar o máximo de informações possíveis sobre a doença e buscar clínicas especializadas. A vida com Alzheimer passa por várias fases, é um processo longo e muito cansativo para os familiares, … “nós procuramos amenizar estas fases em nossos hóspedes e consequentemente na família. O importante de o paciente ser assistido por uma clínica especializada é ter todos os cuidados que a pessoa com Alzheimer necessita: horários de remédios, banho, comida”, afirma Luciana. E continua:... assim a família diminui as situações estressantes com o doente e mantem uma relação mais agradável com seu familiar. A família tem de pensar na qualidade do tempo que passa com o parente com Alzheimer e não na quantidade de tempo.

É importante incentivar atividades específicas com o intuito de propiciar melhor qualidade de vida. É aconselhável que o paciente faça atividades voltadas para amenizar a evolução da doença. Tratamento com músicas, festas, jogos, além de fisioterapia e terapia ocupacional, como artesanato, pintura, culinária são muito importantes. “Deve-se propiciar atividades que os tornem mais independentes”, afirma Luciana. “O Alzheimer é uma doença difícil, mas com um tratamento especializado voltado para o paciente e com o apoio da família, podemos amenizar seus efeitos”, finaliza a diretora do Residence Care.